Publicado por: @juba7 | agosto 4, 2010

Restaurante Te Mataré Ramirez

Se Ramirez é o chef desse restaurante, o nome faz todo o sentido. Porque a minha vontade foi de matar o cozinheiro do Te Mataré Ramirez. Ele não foi capaz de acertar o ponto da carne em “punto menos”, ou seja, mal passada. Quase não como carne mas, se é pra comer, tem que ser um bife bem sangrento. Raramente reclamo do prato nem peço para trocar. Só que, neste caso, o prato era caro para os padrões de Buenos Aires, custava $80 pesos (mais ou menos R$40 Reais).

Não estava disposta a pagar esse valor para comer uma carne bem passada. Pedi para trocar e veio igual. Comi mesmo assim.

A carta de vinhos do Te Mataré Ramirez é desastrosa, mal elaborada. Vinhos ruins e caros. As entradas são gostosas mas sem personalidade. Assim como os pratos principais, giram em torno de $70 pesos e podem ser divididas.

Velas nas mesas e saleiro-espermatozóide

Velas nas mesas e saleiro-espermatozóide

Já a decoração é linda. Luz baixa, tudo muito vermelho, e velas nas mesas. O saleiro tem forma de espermatozóide e o carpete que cobre as escadas – e leva até ao banheiro – é fofinho, tem esponja embaixo, bem gostoso de pisar.

A diagramação e o design do menu também são muito bacanas. Tem reproduções de quadros com personagens em posições sexuais e textos eróticos. O nome dos pratos é que achei meio forçado. Algo como “Bebias com indecência a erupção de meu prazer” para designar um cordeiro com champignon, cebola caramelizada e outros ingredientes.

Tudo vermelho

Tudo vermelho

Por fim, o restaurante se propõe a apresenter teatro erótico, títeres pornográficos entre outras atrações que, na verdade, se resumiram a um teatrinho quase naïf e sem graça, um cidadão falcatrua dizendo que coloca o Tarot do Amor e projeções de comerciais e curtas com pitadas de teor sexual (como aquela campanha francesa sobre camisinha e Aids). Porém, nada muito afrodisíaco, como o Te Materé Ramirez se auto-intitula.

Avaliação

0 – Fuja

$$$$$- Acima de R$ 100 por pessoa

Se quiser ir, faça reservas>> www.tematareramirez.com

Rua Gorriti 5054, Palermo Soho, Buenos Aires

Tel: (5411) 4831-9156

PS.: As fotos deste post não são de minha autoria

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Publicado por: @juba7 | agosto 1, 2010

Onde tomar a saideira em Buenos Aires

Quilmes impera e dona do bar pede menos barulho

Quilmes impera e dona do bar pede menos barulho

A noite porteña estava legal mas faltou aquela saideira? No pasa nada! Mochila Chic descobriu pra você um boteco 24h frequentado pelos locais. Daqueles em que vão sempre os mesmos tiozinhos beber a mesma cerveja, pedir a mesma empanada e sentar na mesma banqueta. Freguesia 99% masculina mas vale a pena dar um pulo lá. Fica na Rua Tacuari, 80, embaixo do Hotel España, pertinho do Café Torttoni.

Empadões e empanadas feitas no local

Empadões e empanadas feitas no local

Na parte da frente ele é um quiosque que vende alfajores, cigarros, salgadinhos e chocolates. Dentro, as mesas são coletivas, vários balcões compridos de fórmica com banquetas altas. Os empadões e empanadas têm uma massinha deliciosa e são sempre fresquinhos. A fatia do empadão de espinafre dá pra duas pessoas e custa $7 pesos.

Empanadas feitas na hora

Empanadas feitas na hora

As pequenas empanadas de carne custam $3 pesos. Quilmes e Brahma litrão saem por $8 pesos. O humor dos atendentes varia. Um dia foram super simpáticos comigo e no outro, bem rabugentos. Ou seja: um típico boteco porteño.

ATENÇÃO: o boteco é 24h mas só de segunda a sexta-feira. Nos fins de semana ele fecha às 23h.

Se você pretende ficar uma semana em Buenos Aires, aproveite para conhecer o Uruguai. Atravessar o Mar del Plata é mais rápido e simples do que parece.
No bairro Puerto Madero, em Buenos Aires, você encontra a empresa Buquebus que faz essa travessia em confortáveis ferrys. Os bilhetes podem ser comprados com antecedência no site www.buquebus.com. O valor dos trechos varia entre $90 e $450 pesos argentinos, conforme a tarifa, hora e classe. Ida e volta sai mais barato.

Ou você pode comprar diretamente na estação da Buquebus que, aliás, dá um banho em muito aeroporto brasileiro. Os banheiros são limpos e o saguão de espera para o embarque tem grandes sofás que dão até pra tirar um cochilo. Só não compre nada para comer ou beber. Uma garrafa de água sai por $7 pesos, o dobro do preço lá fora.

Existem vários horários de saída tanto para Montevidéo como outros destinos. Fiz apenas a travessia até Montevidéo. A viagem leva pouco mais de três horas para as travessias diretas, sem paradas.

Buquebus é espaçosos e confortável

Buquebus é espaçoso e confortável

O ferry Buquebus é visivelmente antigo, nota-se que já foi luxuoso em alguma década passada. Hoje a decoração é datada, tudo muito dourado e carpete no chão. Porém, o ferry é bem confortável, as poltronas inclinam bastante, bar, Free Shop e wi-fi. Mas atenção: no bar, tudo custa o dobro: $25 pesos argentinos um sanduíche e $8,50 uma Coca de máquina. O Free Shop também tem preços falcatrua, não caia nessa. Já o wi-fi não funciona muito bem. No saguão principal do ferry, próximo à entrada, o sinal é melhor, só que lá não tem poltronas e o jeito é ficar sentado no chão.

No mais, se você for ficar em Buenos Aires de segunda a domingo, pode dividir sua estadia entre os dois países assim: Passar três noites na capital Argentina (ex.:segunda para terça, terça para quarta e quarta para quinta). Duas noites em Montevidéo (quinta para sexta e sexta para sábado) e ainda voltar, dormir mais uma noite em Buenos Aires (sábado para domingo) para embarcar de volta no dia seguinte (no domingo).

A maratona vale a pena.

Publicado por: @juba7 | julho 17, 2010

Buenos Aires em duas rodas

RELATO DO JORNALISTA E MOCHILEIRO, BRENO BIAGIOTTI. AS FOTOS SÃO DELE TAMBÉM >> @brenobiagiotti
Bike Tour não polui

Bike Tour não polui

Uma semana em Buenos Aires já é tempo suficiente para conhecer boa parte das atrações turísticas da cidade. Mas sempre tem aquelas que ficam mais afastadas, que a gente acaba deixando pra lá. Tendo em vista esse fato, pensei na melhor forma de conhecer Buenos Aires por inteiro, cada cantinho, e eis que surgiu na minha mão um folder de uma empresa de aluguel de bicicletas. Não pensei duas vezes.

Eu estava hospedado no Hostel Suites Florida, bem no centro da cidade. Tive que caminhar até San Telmo (não é muito longe) para chegar até a loja das bicicletas. Chegando lá vi uma movimentação grande de jovens alternativos, e logo percebi que bem na frente tem uma faculdade particular de cinema. Essa é uma boa referência pra achar o local! O preço do aluguel depende de quanto tempo você vai utilizar a bike. Eu paguei 36 pesos e fiquei pedalando 4 horas. Não tem burocracia. É só deixar a identidade , escolher uma bike, pegar o capacete e pedalar! O pagamento e só na volta. Lá eles te dão um mapa com as ciclovias da cidade e algumas sugestões de roteiro. A única coisa não recomendada é passear pelo bairro do Boca, tem muitos casos de assalto a turistas.
Ponte de la Mujer

Ponte de la Mujer

Tudo pronto, vamos pedalar! Saindo de San Telmo, o ponto mais próximo é Puerto Madero, parte nova de Buenos Aires e muito chic por sinal! Era o antigo porto da cidade que foi totalmente reformulado e onde a especulação imobiliária tomou conta.  Me senti num filme francês, pedalando e tirando fotos, aproveitando o cenário belíssimo! Só faltou mesmo uma trilha sonora tipo Amelie Poulain. Pausa para tirar foto na Ponte de la Mujer (foto). Ao longo dos quatro decks de Puerto Madero, pode-se observar muitos barcos, casais de namorados e executivos trabalhando. Além de inúmeros restaurantes de alto padrão, nos quais nem cheguei perto! Minha filosofia era não gastar muito!

Escultura de flor movida a energia solar: abre com sol e fecha à noite

Escultura de flor movida a energia solar: abre com sol e fecha à noite

Seguindo o mapa, próxima parada foi na Recoleta. É um bairro muito bacana. Tem enormes praças arborizadas, a tradicional Faculdade de Direito, museus, Hard Rock Café, Cemitério municipal, e até uma flor metálica, movida a energia solar (foto). Tudo muito lindo. É o bairro mais cultural da capital. Aos finais de semanas tem a tradicional feira de rua da Recoleta, com muito artesanato. Ideal para comprar as lembrancinhas pros parentes….

Da recoleta em diante, a ciclovia estava em obras. Foi o momento mais crítico do passeio! Até chegar em Palermo, muito buraco e trânsito infernal! Um policial recomendou guardar a máquina fotográfica, já que essa região era barra pesada. Do lado direito dava pra ver o Buquebus, barcas que fazem a travessia até o Uruguai. Passada essa parte complicada, a ciclovia volta ao normal e o caminho fica bonito de novo. Mais parques arborizados, com direito à esculturas do colombiano Botero, até chegar no Zoológico de Palermo e no Jardim Japonês, que é muito lindo!

Palermo

Palermo

Chegando em Palermo, as pernas já estavam tremendo! Pausa pra tomar uma cervejinha e descansar. Passei pelo bairro  bem no horário escolar. Crianças deixando as escolas,  todas uniformizadas, dava a sensação de que eu estava na Europa. Palermo é um bairro mais alto padrão e é também o bairro da boêmia, onde estão localizados os melhores bares e a juventude transviada. Adorei, bem minha cara! Não tem como ir a Buenos Aires e não conhecer.
Recuperado do cansaço, olhei o relógio e vi que tinha apenas 1h30 pra devolver a bike, senão a loja iria fechar e eu teria que pagar o pernoite. Pedalei alucinadamente na volta, pelo mesmo caminho e, por causa da hora do rush, quase atropelei vários hermanos! Fui xingado várias vezes, e utilizei minha buzina pra espantar os pedestres!
Dica: cuidado ao atravessar a avenida Libertador. Ela é enorme e se o sinal abrir e você estiver no meio do caminho eles te atropelam mesmo. Os argentinos são muito estressados no trânsito!
Consegui chegar a tempo e entregar a bike. Paguei 36 pesos que valeram cada centavo. Conheci vários cantinhos de Buenos Aires que os passeio tradicionais nem passam perto. Pedalei cerca de 30 km. Chegando no hostel só tomei um banho e me preparei pra próxima atividade. Vida de mochileiro é assim: não pára nunca!
Para quem quiser pedalar por Buenos Aires, fica a dica: www.labicicletanaranja.com.ar
Puerto Madero

Puerto Madero

Publicado por: @juba7 | julho 14, 2010

Chile: capital, litoral e os vulcões

E MAIS UMA DICA DO LEITOR: ESSA É DO GREGORIANO DE FARIA.

Estive com minha esposa no Chile entre os dias 19/12/2009 ao dia 04/01/2010 – Santiago e outras cidades. Claro que conhecemos o litoral do Pacífico, ficamos em Santiago na época do Navidad (Natal) e depois fizemos de carro (alugado) Ruta 5 , até a região dos lagos (SUL), onde conhecemos cidadezinhas , lugares e parques magníficos (com estrutura exemplar para turistas).

A cidade de Puerto Varas parece que saiu de um livro de contos (lago com 2 vulcões), foram mais de 3 mil Km rodados em 12 dias, conhecemos Valdívia (mercado ao lado do rio onde é possível ver Leões Marinhos e Focas, quase dentro do mercado, incrível). Na cidade de Los Angeles tivemos uma das maiores surpresas da viagem, além do hotel fantástico (e barato) conhecemos o Parque Laguna Del Laje (sensação de estar na Lua). Pucón é muito, muito linda mesmo (espécie de Campos do Jordão, estrutura e, claro, precinhos lá em cima).

Aqui vai uma dica de hospedagem em Santiago: Hotel Presidente (Av. Eliodoro Yáñez 867 – Providencia Metro Salvador – Santiago – Chile Fono: (56 2) 235 8015. Fax: (56 2) 235 9148), como outro colaborador falou, o bairro da Providência é um ótimo lugar para ficar, muito perto do Metrô, restaurantes, bares e do Cerro San Cristoban, dá para ir a pé. Não se trata de propaganda, até por que sou viajante e não comerciante, é que o hotel é bom, limpo, café da manhã com buffet internacional, estacionamento, portaria 24h, e funcionários muito atenciosos Quando ficamos lá, reparamos que só nos dois éramos brasileiros, a maioria europeu e canadense, alguns americanos e executivos chilenos que, percebemos, costumam ficar neste hotel quando estão em Santiago a trabalho. E o melhor: silencioso à noite para repor as energias para o dia seguinte.

Publicado por: @juba7 | junho 1, 2010

Santiago e Valle Nevado

O POST ABAIXO É UM COMENTÁRIO DO VIAJANTE RODRIGO PATINI. ACHEI AS DICAS DELE TÃO COMPLETAS QUE PEDI PERMISSÃO PARA TRANSFORMAR NUM POST DO BLOG.

E SE VOCÊ QUISER MANDAR ALGUMA DICA SUA, É SÓ ENVIAR O TEXTO PARA mochilachic@mochilachic.com.br

Olá Juliana e amigos do blog, muito obrigado por todas as informações aqui postadas, foram fundamentais para minha primeira viagem a Santiago, que fiz neste final de semana com minha esposa. E deixarei aqui minhas impressões e contribuições:

SANTIAGO E A DESCOBERTA DO PISCO

Minha esposa já estava lá a trabalho e eu cheguei na sexta à tarde, ficamos no Hotel Sheraton, em Providencia. Achei o bairro muito calmo e bonito, mesmo com as avenidas movimentadas de carros e gente. A folhagem das árvores no outono e as cordilheiras com neve ao fundo dão um toque belíssimo e romântico à paisagem do lugar. Tínhamos pouco tempo, então fomos de metrô ao centro. Eu que ando de metrô em São Paulo achei uma baba o metrô de Santiago, eles têm estações em todo lugar, quem me dera São Paulo tivesse estações em cada ponto turístico ou de interesse da cidade.

Conhecemos a Paseo Ahumada, Plaza de Armas e o Mercado Central – um micro mercado municipal de SP -, onde provei o pisco sour, o mote com huesillos e a paella com o melhor custo-benefício da minha vida – apenas 6.900 pesos. Tudo isso no Donde Augusto, no qual de início não queria ficar mas, por onde eu olhava, só via Donde Augusto… o falatório dos ‘vendedores’ deste restaurante também me venceram pelo cansaço, mas até que no final foi bom. Ah, aqui também provei a cerveja Kuntsman, muito boa. Na saída entramos em uma galeria com lojas de departamentos para fugir do vento gelado e dar uma olhada nos preços, mas não vi nada de diferente dos preços em São Paulo, à exceção das promoções nas quais a segunda peça saía por 1 peso, fazendo valer a pena. Pegamos o metrô de volta e, no hotel, adentramos a noite ao sabor de mais piscos e experimentando também o mango sour (achei mais refrescante que o pisco sour). Detalhe: No Donde Augusto eles adicionam um pouco clara de ovo ao pisco sour, diferentemente dos demais lugares que visitei, onde a receita é idêntica à nossa caipirinha, só trocando a cachaça pelo pisco. Apesar do cheiro de ovo da bebida, até que aprovei o ingrediente adicional.

VALLE NEVADO

Havia programado o fim de semana para passar todo em Santiago, mas acabamos fechando dois passeios com a Turistour no hotel para lugares fora da cidade – mesmo sendo um passeio ‘desempacotado’, reconheço que às vezes sinto falta de uma agência para dar segurança aos passeios, ainda mais em terra estrangeira… No sábado fomos conhecer o Valle Nevado e Farejones, nas montanhas. Foi o passeio perfeito no dia perfeito, pois estava chovendo em Santiago e, quando chove lá embaixo, neva lá em cima. Foi a primeira vez que vimos neve – e nem esperávamos vê-la, tanto que fomos surpreendidos quando o guia disse que pararíamos numa loja para alugar a vestimenta (botas, luvas, calças e jaquetas para se proteger da neve – o aluguel custou 5.000 pesos cada peça). Bem, se você não for rolar na neve, a bota já é o suficiente. Minha esposa alugou o traje completo, então pôde deitar e rolar na neve sem se preocupar em molha a roupa. O Valle Nevado é uma importante estação de esqui do Chile (senão a mais importante) e a temporada de ski só começa em 15 de junho, então pudemos andar na neve à vontade sem risco de ‘atropelamentos’… pena que o teleférico também estava fechado…. O guia disse que esta é melhor época para visitar o Valle Nevado para quem não quer esquiar, pois já há neve, não venta muito, há pouca gente na estação e não há engarrafamento na estrada sinuosa que sobe até 9.000 metros acima do nível do mar: basta que um motorista não saiba colocar as correntes na roda de seu carro para o caos se instalar na estradinha… Este passeio sem dúvida valeu a viagem.

COMER, BEBER E MUITO PARA SE VER

À noite fomos no restaurante Zully. Os pratos realmente são caprichados, a decoração bem intimista e os preços não assustam. O que nos assustou um pouco na verdade foram as cercanias do restaurante, com aqueles prédios antigos, alguns até pichados, e pouca gente cirandando por lá. A pracinha com a fonte poderia ser melhor explorada, não sei se é porque sou paulistano mas aquele cenário me deixou um tanto ressabiado, e me senti até aliviado por ter escolhido ir até lá de taxi e não de metrô… No domingo visitamos a vinícola Undurraga, ela fica ainda dentro de Santiago, mas em uma região mais rural. Há guias em inglês e espanhol e o circuito é feito com bastante calma, as explicações são bem detalhadas e incluem todo o processo de fabricação do vinho. Muita gente que já havia visitado outras viñas comentou que esta foi a que melhor explica o processo, e sem pressa nenhuma. Ao final, degustação de 4 bons vinhos e parada para compras. Na volta ao hotel, ainda corri até um mercadinho ara comprar piscos e corri novamente para arrumar as malas de volta para SP, lamentando por ter conhecido tão pouco da cidade de Santiago e ter deixado de visitar La Chascona, o Museu de Arte Pré-colombiana, o Cerro San Cristoban, o Palácio e a praça La Moneda, o restaurante Como Água para Chocolate, enfim…. essa é certeza de que para Santiago voltarei.

METRÔ

Últimos detalhes: – utilizar o metrô de Santiago é tranqüilo, rápido, barateia as viagens e te deixa perto de qualquer lugar, além da oportunidade – para quem gosta – de ter contato direto com o dia-a-dia da cidade, se sentir quase que como um morador etc. Pode-se baixar o mapa de toda a malha metroviária da Internet: http://www.metrosantiago.cl/estacion/plano-red

NA MALA

Fiz a trapalhada de embrulhar os piscos que comprei só em jornal e, claro, não deu certo: eles estouraram na mala. Todavia, os vinhos que estavam embalados com plástico bolha sobreviveram intactos.  Na LAN, o peso limite da bagagem despachada para brasileiros é de 23kg por pessoa. Por exemplo: como éramos eu e minha esposa, o limite foi de 46kg, pouco importando se cada uma das malas tinha 23kg ou se só um mala tinha 40kg e a outra 6kg. Perdi tempo à toa balanceando o peso entre as malas… – No free shop de Santiago os preços são apenas um pouco acima dos praticados na cidade; se estiver com pouco tempo, não se estresse como eu: curta a viagem e deixe para comprar as bebidas e lembranças no aeroporto, enquanto espera seu vôo.

Mais uma vez, obrigado a todos pelas dicas e comentários, aos quais espero ter incrementado.

Publicado por: @juba7 | fevereiro 17, 2010

Piscinas Termais e hidromassagem em Pádua (Montegrotto)

Piscina coberta e bar

Piscina coberta e bar

Um lugar que você não pode deixar de conhecer quando estiver aqui na região do Vêneto são as Termas Euganee di Abano e Montegrotto. Vou dar a dica de bandeja, já que conheci o lugar por meio de uma nativa do vêneto que já visitou a maior parte das piscinas de Montegrotto e adiantou nosso trabalho.

Temperatura média da água é de 32ºC

Temperatura média da água é de 32ºC

Essa amiga nos levou ao Hotel Terme Preistoriche, que tem toda um infraestrutura com sauna seca e úmida, bar e piscinas aberta não só para os hóspedes mas também para os visitantes que desejam passar o dia ali pagando €25 a cabeça (somente em dinheiro). Segundo a nossa guia, esse é um dos poucos hotéis que mantém a piscina aberta até meia-noite.

O segredo para conhecer esse lugar é chegar por volta das 18h30 porque a partir das 19h a entrada tem desconto e sai por €15 (somente em dinheiro). Para usar o guarda-volumes, paga-se €10 pelo cadeado, grana que é reembolsada ao final com a devolução da chave. Outra vantagem de ir à noite é que tem menos crianças e a iluminação na parte descoberta da piscina deixa o lugar mais aconchegante.

A maior parte dos frequetadores é feita de jovens

A maior parte dos frequentadores é de jovens

Dentro e foram existem várias estruturas de hidromassagem. Não deixe de experimentar a cama que massageia todo o corpo. Tem sempre fila, mas vale a pena. As saunas são mistas, não tenha vergonha. A seca é pequena, há momentos em que tem fila. A sauna a vapor (que eles chamam de banho turco) é toda escura com luzes que mudam de cor no teto, como se fossem estrelas. Na saída, tome um banho perfumado na cabine. São duas opções de banho: uma com cheiro de rosas e outra que joga um líquido que lembra eucalipto e dá um friozinho. Gostei mais da primeira opção.
Depois de toda essa maratona relaxante, deite nas confortáveis cadeiras de plásticos e descanse antes de enfrentar a fila do banheiro para tomar um banho e voltar pra casa.
O que você precisa levar: chinelo de dedo, toalha e touca para os cabelos. Eles não têm para alugar.

Terme Euganee di Abano e Montegrotto
Via Castello, 5 – 35036 Montegrotto Terme (Pádua) Itália
Tel (0039) 049.793477
site: http://www.termepreistoriche.it

Publicado por: @juba7 | fevereiro 17, 2010

Novo endereço!

Mochila Chic agora tem domínio próprio: http://mochilachic.com.br
O antigo endereço também continua valendo!

Publicado por: @juba7 | fevereiro 16, 2010

Cozinha Romana

Fígado de cordeiro acebolado, espinafre e radicchio rosso grelhado

Fígado de cordeiro acebolado, espinafre e radicchio rosso grelhado

Roma não é famosa pela sua gastronomia. Conta a história que o povo romano aprendeu a cozinhar com os restos dos alimentos jogados fora pelos mais abastados (caso muito semelhante ao da nossa feijoada, criada pelos escravos com a mistura do feijão preto mais a orelha, pé e outras partes do porco). Não é à toa que os pratos tradicionais romanos se baseiam nos miúdos de animais. Fígado, tripa, coração de cordeiro, porco ou vaca, além da carne de cavalo integram o menu de segundo prato.
Pra quem se assusta um pouco, basta comer um primeiro prato,

Primeiro prato é boa opção para quem não quer arriscar

Primeiro prato é boa opção para quem não quer arriscar

geralmente uma massa ou sopa, que vai ficar bastante satisfeito. Eu provei um spaghetti com molho de aspargo com nozes e uma outra massa com molho vermelho tradicional. Os dois eram muito bons.
Como acompanhamento, pedi espinafre refogado e o radicchio rosso grelhado, mas me arrependi em não pedir a alcachofra, que também parecia ser grelhada.

O QUE É O QUÊ

Talvez eu erre o nome dos pratos porque no famoso restaurante Betto & Mary não havia menu. O garçom vem até a mesa (quando acha que é hora de atender) e grita quais são as opções. Não demore a escolher, ele perde a paciência. Pra beber, não me deram opção: vinho da casa e água. Você nem pede, eles trazem. Não gostei do vinho. Parece o nosso de garrafão. Pedi para a garçonete mais um copo para a água, já que ela tinha trazido apenas um e eu tinha provado o vinho. Ela foi até a cozinha e voltou com a notícia de que aquele era um dia cheio, uma funcionária tinha faltado, estava uma correria, apenas quatro pessoas para atender todas as mesas. Tudo isso pra me dizer que todos os copos estavam sujos e que eu ia ter que colocar água no meu copo de vinho mesmo.

Área para fumantes do Betto & Mary

Área para fumantes do Betto & Mary

Nesse restaurante tinha uma área para fumantes. Eu, como fumo, acho ótimo. Só me espantei um pouco ao ver os garçons e garçonetes fumando também enquanto atendiam aos clientes. Até o pessoal da cozinha vinha ali para fumar.
Nossa mesa era quase grudada na de outros três rapazes, coisa de centímetros. As pessoas interagem, compartilham o mesmo cinzeiro, perguntam o que a outra está comendo e escutam a conversa alheia.
Diferenças culturais à parte, me diverti e também comi muito. Todos muito simpáticos, me trataram muito bem e ainda deram desconto na conta (que tinha saído €40). Porém, confesso que Roma ainda está com uma dívida gastronômica comigo.

Restaurante Betto & Mary, Via dei Savorgnan 99, Roma, Itália
Reservas: (0039) 0645421780
NÃO ACEITA CARTÃO DE CRÉDITO

Publicado por: @juba7 | fevereiro 14, 2010

Santo Antônio

Padua, Itália, 14 de fevereiro de 2010.

Frei admira esqueleto de Santo Antônio em redoma de cristal

Freis admiram esqueleto de Santo Antônio em redoma de cristal

Hoje à noite os restos mortais de Santo Antônio foram retirados da arca de mármore, na Basilica do Santo, em Pádua, na Itália, num evento exclusivo para os freis da Ordem Franciscana menor, autoridades e imprensa.
O corpo foi levado para a Capela da Reliquia – onde atualmente fica exposta a lingua do santo – e poderá ser visto pelos fiéis dentro da redoma de cristal até o dia 19 de fevereiro.
Para retirar a urna, todo um aparato com correntes e roldanas foi montado sobre a arca e os próprios freis carregaram o corpo até a outra capela. Na sequência, foi celebrada uma missa cantada, que durou cerca de meia hora. Dois músicos com violino e teclado acompanharam os freis que cantavam.
No dia 20, o corpo será transferido para a Cappella Dell’Arca – dentro da Basílica onde originalmente fica o mausoléu de mármore – e ali deve ficar fechado por muitos anos.
A última vez que os restos mortais de Santo Antonio foram expostos foi em 1981.

Saiba mais em https://mochilachic.wordpress.com/2010/02/02/exposicao-do-corpo-de-santo-antonio-2010/

São Valetim

Coincidências à parte, hoje é dia de São Valentim, celebrado na Europa como o Dia dos Namorados. Já para nós, brasileiros, o Dia dos Namorados é comemorado no dia de Santo Antonio.

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