Publicado por: @juba7 | agosto 18, 2014

USHUAIA – Canal Beagle e Vale dos Lobos

As agências de viagem no Ushaia oferecem diversos tipos de passeios na cidade. Nós fizemos o passeio de catamarã no Canal Beagle e o Vale dos Lobos.

PASSEIO DE CATAMARÃ PELO CANAL BEAGLE
(ARS 400 pesos por pessoa em julho de 2014)

lobo_marinho_ushuaia

O passeio do Canal Beagle foi ok. Achei que fosse ver paisagens tipos aquelas descritas nos livros do Amyr Klink, mas não foi nada disso. Muita água e nada de gelo, mas fui avisada que eu talvez estivesse com muita expectativa. O passeio é um pouco longo, leva umas três horas e a paisagem muda pouco. Por sorte, era lua cheia, o que deu um brilho a mais na viagem.

Sentamos do lado de fora do catamarã e passamos frio. Tentamos entrar e não tinha onde sentar. Eles vendem mais do que a capacidade. Nossa empresa foi a Canoero, mas todas são iguais. Os lanches dentro da embarcação tem preço de aeroporto, recomendo levar água e lanche na mochila.

No caminho, demos uma parada de 20 minutos numa ilhota deserta. É legal para ver a vegetação de perto, as conchas, a areia e água bem transparente e gelada. Tiramos umas fotos e corremos para o catamarã por conta do frio.

O que achei mais interessante foi ver o leões marinhos de perto, apesar do fedor terrível que eles exalam. Vou tentar descrever o cheiro: era como colocar mariscos num saco plástico, colocar o saco no sol por dez horas e depois dar um cheirada bem profunda dentro do saco. Eu tive um pouco de ânsia de vômito, mas talvez eu seja mais sensível (ou fresca mesmo) do que os outros. Passando mal, só eu e uma outra brasileira. Ainda assim, gostei de chegar perto dos bichinhos. Acho que vale fazer o passeio.

PASSEIO DE TRENÓ PUXADO POR CÃES NO VALE DOS LOBOS
(ARS 840 pesos por pessoa em julho de 2014)

Vou direto ao assunto: fuja do passeio do Vale dos Lobos (Valle de Lobos). No começo, parece legal. Um homem simpático te busca no hotel. Depois de uns 25 minutos de van, você acha que está no meio da floresta, desce e entra numa cabana bem legal, onde te oferecem um chocolate quente e te pedem o voucher. A mulher não é a mais simpática, mas o chocolate quente é bom. Dali, você acha que a aventura vai começar.

Nos levaram para dar uma voltinha de menos de 10 minutos na propriedade com raquetes de neve nos pés (a raquete serve para não afundar no gelo, mas nem precisaria porque o local era plano e mal tinha gelo). Não achei nada emocionante, nada de nada. Talvez fosse uma aventura para um criança de cinco anos.

Eu tinha esperança de que o passeio ia ficar legal. Ainda faltava o trenó puxado por huskys siberianos no meio da floresta, mas foi o maior fiasco. Primeiro que os cães eram magros (nada atléticos) e estavam longe de parecer com um husky siberiano. Segundo que os cães não queriam arrancar. Os guias ficavam dizendo “não sei o que está havendo com esses cães hoje”, numa repetição quase que automática, e trocaram um dos animais. Fiquei com dó.

No trenó, vão duas pessoas por vez e o trajeto é bem curto, só uma voltinha de uns 8 minutos. Na nossa vez, os cães pararam duas vezes. Adrenalina zero.

Ao menos teríamos uma janta! Sentamos todos numa mesa e interagimos com uma família muito interessante de Montevideo, uma menina de Buenos Aires e um casal do Rio de Janeiro. Ao menos, a conversa estava boa. A entrada foi empanadas. Quase tive um ataque, já que empanadas era o que a gente mais comia para economizar grana pra janta. O prato principal seria carneiro, um dos pratos típicos da montanha. O meu prato tinha apenas ossos mergulhados num molho. O carneiro do casal carioca também estava como o nosso, o cara nem quis comer. Para beber, uma lata de cerveja, ou um refrigerante ou uma taça de vinho. Uma única taça de vinho Por favor, num lugar onde o vinho é tão barato, é quase como regular um copo de água. Na cotação do dia, esse “passeio + janta” saiu por R$ 396 reais o casal. Vamos combinar que por esse preço comer e beber deveria ser liberado. Confesso que a mulher nada simpática me serviu mais um pouquinho de vinho, mas não considerei uma gentileza. A sobremesa foi um tiramisu que não tinha nem cara nem gosto de tiramisu. A parte branca parecia uma clara em neve batida com açúcar, um horror.

A conversa na mesa fluía. Foi então que nosso bate-papo foi interrompido pela mesma mulher: “agora vamos passar um vídeo”. A TV foi ligada. Um vídeo longo e chato explicava como os cães eram criados e ensinados a puxar trenós por “el gato” dono do vale e sua equipe. Ao final, a entrada triunfal de “El Gato” para falar um pouco mais sobre si e seus cães. Explicou que algumas pessoas comentam que eles são magros e fracos, mas eles são atletas. E que não se parecem com husky siberiano porque são misturados com o husky do Alasca. Porém, no vídeo que nos foi mostrado momentos antes, todos os cães eram lindos, fortes e com cara de husky. Resolvi chamar o passeio de “A janta mais cara do Ushuaia” e entrei na van chateadíssima. Pra nossa sorte, as meninas argentina e uruguaia nos convidaram para tomar uma cerveja no pub mais bacanudo da cidade, o Dublin Pub.

lua_ushuaia

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