Publicado por: @juba7 | julho 17, 2010

Buenos Aires em duas rodas

RELATO DO JORNALISTA E MOCHILEIRO, BRENO BIAGIOTTI. AS FOTOS SÃO DELE TAMBÉM >> @brenobiagiotti
Bike Tour não polui

Bike Tour não polui

Uma semana em Buenos Aires já é tempo suficiente para conhecer boa parte das atrações turísticas da cidade. Mas sempre tem aquelas que ficam mais afastadas, que a gente acaba deixando pra lá. Tendo em vista esse fato, pensei na melhor forma de conhecer Buenos Aires por inteiro, cada cantinho, e eis que surgiu na minha mão um folder de uma empresa de aluguel de bicicletas. Não pensei duas vezes.

Eu estava hospedado no Hostel Suites Florida, bem no centro da cidade. Tive que caminhar até San Telmo (não é muito longe) para chegar até a loja das bicicletas. Chegando lá vi uma movimentação grande de jovens alternativos, e logo percebi que bem na frente tem uma faculdade particular de cinema. Essa é uma boa referência pra achar o local! O preço do aluguel depende de quanto tempo você vai utilizar a bike. Eu paguei 36 pesos e fiquei pedalando 4 horas. Não tem burocracia. É só deixar a identidade , escolher uma bike, pegar o capacete e pedalar! O pagamento e só na volta. Lá eles te dão um mapa com as ciclovias da cidade e algumas sugestões de roteiro. A única coisa não recomendada é passear pelo bairro do Boca, tem muitos casos de assalto a turistas.
Ponte de la Mujer

Ponte de la Mujer

Tudo pronto, vamos pedalar! Saindo de San Telmo, o ponto mais próximo é Puerto Madero, parte nova de Buenos Aires e muito chic por sinal! Era o antigo porto da cidade que foi totalmente reformulado e onde a especulação imobiliária tomou conta.  Me senti num filme francês, pedalando e tirando fotos, aproveitando o cenário belíssimo! Só faltou mesmo uma trilha sonora tipo Amelie Poulain. Pausa para tirar foto na Ponte de la Mujer (foto). Ao longo dos quatro decks de Puerto Madero, pode-se observar muitos barcos, casais de namorados e executivos trabalhando. Além de inúmeros restaurantes de alto padrão, nos quais nem cheguei perto! Minha filosofia era não gastar muito!

Escultura de flor movida a energia solar: abre com sol e fecha à noite

Escultura de flor movida a energia solar: abre com sol e fecha à noite

Seguindo o mapa, próxima parada foi na Recoleta. É um bairro muito bacana. Tem enormes praças arborizadas, a tradicional Faculdade de Direito, museus, Hard Rock Café, Cemitério municipal, e até uma flor metálica, movida a energia solar (foto). Tudo muito lindo. É o bairro mais cultural da capital. Aos finais de semanas tem a tradicional feira de rua da Recoleta, com muito artesanato. Ideal para comprar as lembrancinhas pros parentes….

Da recoleta em diante, a ciclovia estava em obras. Foi o momento mais crítico do passeio! Até chegar em Palermo, muito buraco e trânsito infernal! Um policial recomendou guardar a máquina fotográfica, já que essa região era barra pesada. Do lado direito dava pra ver o Buquebus, barcas que fazem a travessia até o Uruguai. Passada essa parte complicada, a ciclovia volta ao normal e o caminho fica bonito de novo. Mais parques arborizados, com direito à esculturas do colombiano Botero, até chegar no Zoológico de Palermo e no Jardim Japonês, que é muito lindo!

Palermo

Palermo

Chegando em Palermo, as pernas já estavam tremendo! Pausa pra tomar uma cervejinha e descansar. Passei pelo bairro  bem no horário escolar. Crianças deixando as escolas,  todas uniformizadas, dava a sensação de que eu estava na Europa. Palermo é um bairro mais alto padrão e é também o bairro da boêmia, onde estão localizados os melhores bares e a juventude transviada. Adorei, bem minha cara! Não tem como ir a Buenos Aires e não conhecer.
Recuperado do cansaço, olhei o relógio e vi que tinha apenas 1h30 pra devolver a bike, senão a loja iria fechar e eu teria que pagar o pernoite. Pedalei alucinadamente na volta, pelo mesmo caminho e, por causa da hora do rush, quase atropelei vários hermanos! Fui xingado várias vezes, e utilizei minha buzina pra espantar os pedestres!
Dica: cuidado ao atravessar a avenida Libertador. Ela é enorme e se o sinal abrir e você estiver no meio do caminho eles te atropelam mesmo. Os argentinos são muito estressados no trânsito!
Consegui chegar a tempo e entregar a bike. Paguei 36 pesos que valeram cada centavo. Conheci vários cantinhos de Buenos Aires que os passeio tradicionais nem passam perto. Pedalei cerca de 30 km. Chegando no hostel só tomei um banho e me preparei pra próxima atividade. Vida de mochileiro é assim: não pára nunca!
Para quem quiser pedalar por Buenos Aires, fica a dica: www.labicicletanaranja.com.ar
Puerto Madero

Puerto Madero


Responses

  1. Como pedestre, não achei os motoristas de BsAs estressados. São até muito melhores do que os do Brasil. Eles não ultrapassam o sinal amarelo, quase sempre dão preferência pra quem estar tentando atravessar a rua. Só vi eles estressados quando pessoas estão atravessando a rua com o sinal aberto para os carros.

  2. verdade,os uruguaios e argentinos são bem atenciosos no transito,no uruguai vc ameaça atravessar e eles param pra vc.Na argentina a mesma coisa,,ai vem um brazuca falar mal ,o cara vem de bike num baita cacete e quer prefencia ,,os argentinos que tem q tomar cuidado com o tupiniquins que querem sempre quebrar as regras e levar vantagem.

  3. Parabéns a Buenos Aires. Tive o prazer de utilizar as Ciclovias para conhecer toda a cidade, são ótimas e seguras. A responsável pelo sistema de mobilidade = http://www.buenosaires.gov.ar/areas/com_social/proyectos_web/movilidad/ ***** Quanto as fotos da viagem que fiz em abril / 2010 estão no Blog = http://www.bikeclic.blogspot.com *****

  4. Fala pessoal, muito util e interessante post.

    Irei pra BsAs dia 15/04/2011 passar o fds com minha noiva e gostaria de saber se recomendam aluguel de carro ou taxi?

    E mais, onde consigo obter a previsao do tempo de 15 a 17/04/2011 ????

    Abraçao

  5. Oi Rafael,
    Se você quer só ficar dentro de Buenos Aires, não há necessidade de carro.
    Primeiro que o trânsito lá é caótico e engarrafado. A cidade também é cheia de táxis.
    A melhor opção é se usar metrô de dia – e caminhar muito, o que é muito bom – e pegar táxi à noite.
    Abraço!


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