escritorio praia

          Meu escritório é na praia. E o seu?

Antes de me mudar para Ásia e tirar um ano sabático, fiz meu “pé de meia” trabalhando por quatro anos no meu antigo emprego, juntando dinheiro e planejando esse escape. Com a grana na mão, era hora de novos desafios, me envolver em outros projetos e de voltar a estudar.

No Brasil, sempre tive empregos tradicionais. Aqueles com local e horários fixos que atualmente quase ninguém mais gosta de ter. Afinal, quem ainda acha saudável trabalhar 11 meses por ano, de cinco a seis dias por semana, com jornadas diárias de seis a oito horas e sonhando diariamente com férias de 30 dias?

Eu já havia lido alguns posts sobre “nômades digitais” e, apesar de ter bastante intimidade com as plataformas digitais – estou no Twitter desde fevereiro de 2008 – tive minha formação baseada numa ementa antiga da faculdade de jornalismo. Acabei seguindo a carreira que se espera desses profissionais, trabalhando em TV, jornal e assessoria de imprensa. Talvez por isso eu não acreditasse que produzir conteúdo para mídias digitais pudesse me trazer retorno financeiro.

Foi então que minha amiga Abbie, dona de uma escola de surf, me pediu ajuda para escrever textos para o site da empresa dela. Queria dicas de praias para surfistas iniciantes na Indonésia. Eu moro em Bali há mais de dois anos e prontamente me dispus a fazer o trabalho. Abbie ainda me perguntou se eu dominava técnicas de SEO. Nessa hora percebi como eu estava desatualizada profissionalmente.

Comecei a procurar cursos a distância sobre SEO, mas eu mal sabia o que a sigla queria dizer. Fiquei animada porque encontrei muito material gratuito, mas logo percebi que eram apenas pedaços de conteúdos de um curso maior. Depois de fazer vários cadastros para baixar PDFs, recebi dezenas de e-mails mensais e participei de longos webinares que só tentavam vender cursos ou produtos. Eu não estava evoluindo nos meus estudos. Cometei meu desânimo com um amigo que me deu a dica do Nanodegree em Marketing Digital da Udacity. As inscrições estavam abertas e o parcelamento do valor caiu bem no meu orçamento.

Eu me tornei aluna da Udacity em julho de 2017. Desde então, estou me aperfeiçoando nas técnicas de produção de conteúdo e aprendendo mais sobre propagação do material produzido, análise dos dados, entre outras novidades. E ainda há muito conteúdo para absorver nos próximos meses! Só que a Abbie tinha pressa em lançar o website e contratou uma outra pessoa na área de marketing digital.

Porém, por eu ter atualizado meu perfil nas redes sociais, muitas conhecidos estão me perguntando se eu trabalho com marketing digital. Explico que estou finalizando um curso. Nesse momento tenho dois possíveis clientes engatilhados para trabalhar a partir de outubro. Essa é a prova de que posso continuar trabalhando como jornalista, fazendo comunicação, produzindo conteúdo e ainda ter a flexibilidade de horários e mobilidade para morar e trabalhar onde e a hora que eu quiser. Hoje posso dizer a tão sonhada frase: meu escritório é na praia e pro meu antigo emprego eu não volto nunca mais.

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Publicado por: @juba7 | julho 25, 2017

Indique um amigo no Booking e ganhe $15 dólares

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Publicado por: @juba7 | junho 26, 2016

Ondas Tubulares Watu Karung – East Java – Indonesia

Juliana Bassetti

Watu Karung é conhecido por suas ondas e é visitado por muitos surfistas e bodyboarders que viajam pela Indonésia. Aprenda como chegar lá.

Saindo de Bali:

Compramos a passagem aérea de Bali (Denpasar) para Jogjakarta na véspera da viagem. Optamos pela Garuda Airlines por ser uma companhia aérea maior e mais organizada do que a Lion Air (apesar de que o site da Garuda é bem instável). De qualquer forma, compramos os tickets diretamente na loja do aeroporto. Outras vantagens da Garuda são o lanchinho, filmes, cobertor, poltrona mais confortável e pontualidade. A Garuda oferece três voos diários para Jogjakarta. A viagem de Denpasar até Jogjakarta dura 1h30 mas como em Java o fuso é de hora a menos, você “leva” apenas 30 minutos.

Chegando em Jogjakarta:

Ao desembarcar no aeroporto de Jogjakarta você verá muitos taxistas oferecendo transporte. A corrida até a localidade de Pacitan, onde fica a vila de Watu Karung, custa 600.000 Rúpias e o trajeto leva cerca de 3h. A viagem é um pouco cansativa porque a velocidade média é baixa, muitas curvas e a estrada fica estreita em vários trechos.

Hospedagem:

Você não precisa reservar nenhuma hospedagem antes de chegar em Watu Karung, há dezenas de acomodações na vila. É só dar uma rápida caminhada, pedir para olhar os quartos e barganhar o valor. Porém, eu indico o Prapto Homestay. Tem quartos com banheiro privativo e também umas cabanas de madeira com banheiro também privado. Não tem ar condicionado, apenas ventilador, mas a comida da dona Atum é excelente e o local é bem limpo.

Prapto Homestay

Uma simpática família é a proprietária desse albergue. O filho Jefri tem um ótimo inglês e

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Fachada do bangalô do Prapto Homestay em Watu Karung

já trabalhou em hotel cinco estrelas. O rapaz é muito inteligente, além de ser super prestativo. Você pode pedir para ele descolar uma moto de aluguel (Rp 50.000 o dia) ou ainda alugar um carro com motorista para conhecer a região de Pacitan (Rp 400.000).

Você pode entrar em contato com o Jefri via Instagram @jefri_prabowo, pelo Whats APP +62 853 2675 7012 ou Facebook: Jefri Prawobo Watukarung Prapto Homestay.

Alimentação:

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Almoço no Prapto Homestay inclui arroz, peixe assado e omelete

No Prapto Homestay, pagamos 200.000 Rúpias por noite com café da manhã incluso. Você avisa na noite anterior se quer panqueca, omelete ou ovos mexidos. De bebida, pode escolher café ou chá de jasmim ou ainda suco de limão. O almoço e a janta, pagos separadamente, também precisam ser comunicados com antecedência. O menu inclui peixe assado, arroz branco ou nasi goreng ou mie goreng e outro acompanhamento que ela faz no dia, que pode ser omelete ou batata frita em pequenos cubos. Cada refeição não sai mais do que 30.000 Rúpias.

Na beira da praia também há muitos quiosques que oferecem peixe assado ou frito, arroz, entre outros pratos típicos. Comemos lá apenas no primeiro dia porque achamos tudo muito ruim e os copos de suco estavam bem sujinhos (além do normal para os padrões indonésios). Pedimos uma Coca-cola 600ml que estava velha, com a cor desbotada e sem gás.

A vila conta com um mini mercado bem organizado e limpo. Tem desde remédios, matérias de papelaria, além de, claro, comida. Uma boa opção para o café da tarde é comprar um pão recheado com pasta de amendoim e escolher um dos sachês de café saborizados. A água quente é de graça e o açúcar também. Ainda é possível fazer chá ou cup noodles. 

Publicado por: @juba7 | junho 12, 2016

MUDANÇAS NO VISTO PARA BRASILEIROS NA INDONÉSIA 2017

Juliana Bassetti

COMO EXTENDER O VISTO E FICAR MAIS DE 30 DIAS NA INDONÉSIA

O brasileiro que chega na Indonésia não precisa de visto prévio e, desde março de 2016, ao desembarcar em aeroportos do país, recebe o carimbo para 30 dias sem pagar absolutamente nada (lembrando que a data de chegada deve ser contato como dia 1). Eles chamam isso de “free visa” e você não poderá extender sua estadia caso decida ficar mais de 30 dias.

Porém, se você já sabe que vai ficar mais de 30 dias, preste atenção no que precisa fazer ainda no aeroporto assim que desembarcar da aeronave e antes de passar na imigração (antes mesmo de pegar as malas, viu?)

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continuando sobre o visto…

Vá até o guichê no saguão de desembarque e pague a taxa de US$ 35 dólares americanos para o que eles chamam de “paid visa”. O pagamento pode ser feito em dólares e, no meu caso, dei uma nota de 50 dólares e me deram o troco em dólares também. O atendente vai te dar um recibo de pagamento e então você deve se encaminhar para a fila da emigração. Mostre o comprovante e o funcionário irá colar no seu passaporte um selo que permite permanecer por 30 dias e ainda extender a estadia por mais 30 dias na Indonésia.

Existem duas opções para extender o visto por mais 30 dias: ou você mesmo faz os trâmites, ou contrata um agente que irá cobrar em torno de Rp 650.000 rúpias (cerca de USD 49 dólares) incluindo o serviço dele e as taxas cobradas para prorrogar o visto.

EXTENDENDO POR VOCÊ MESMO

Você precisará ir três vezes na Immigration Office  (veja o endereço em Bali aqui https://goo.gl/vHCzmH). Na primeira vez você deve ir de manhã, antes das 11h (recomendo que a primeira ida ocorra, no máximo, 10 dias antes de expirar os primeiros 30 dias). Vá ao balcão principal e peça o formulário gratuito para “Extend Visa”. Ali eles pedem o endereço do hotel que você vai ficar, o endereço no Brasil, seus dados. No campo em que pergunta o motivo para ficar mais tempo, escreva apenas “Holiday”. Leve uma cópia do passaporte (a página que contém a foto e seus dados), cópia do selo que foi colado no seu passaporte pelo funcionário da emigração e impressão da sua passagem de saída da Indonésia. Com isso, você pode dar entrada nos documentos nessa mesma manhã.

Se você já tinha comprado a passagem pra ficar poucos dias, mas resolveu ficar mais, é ideal ter uma nova passagem com uma nova data. Troque seu voo ou compre um nova passagem de saída da Indonésia. Não sei se você pode pedir pra extender o visto tendo um passagem com data que não ultrapassa os primeiros 30 dias. Pode ser que sim. Tire essa dúvida no dia que pegar o formulário.

Saída da Indonésia para Cingapura via Ferry

Uma outra possibilidade, se você ainda não sabe a data em que comprará a passagem de saída, é comprar e perder a passagem de ferryboat entre as ilhas de Batam (Indonésia) e Cingapura. Essa passagem custa cerca de 25 SDG, dólares de Cingapura, (cerca de USD 15) ou até menos se comprado com antecedência. Sugiro o trajeto Sekupang Terminal até o HarbourFront Terminal. Compre nos sites www.batamfast.com ou www.sindoferry.com.sg 

DICA: caso opte pelo agente (leia abaixo), não precisa ter passagem de saída, avise o agente que ele desenrola pra você. 

ATENÇÃO: ao agendar a nova data de saída do país, note que a Immigration calcula 30 dias contanto o dia em que você pisou em solo indonésio como o dia 1. Eu cometi esse erro, contei os dias como se conta diárias de hotel. Acabei comprando a passagem de saída um dia depois dos 30 dias. Nesse caso, você recebe uma punição por OVERSTAY e na hora de sair do país, eles te cobram no aeroporto Rp 300.000 (trezentas mil Rúpias) cerca de US$ 23 dólares americanos POR DIA.

Ok, você deu entrada nos documentos. Nisso, eles te dão uma data para voltar e fazer a fotografia e escanear suas digitais. Será apenas nessa segunda ida ao Immigration Office que você fará o primeiro pagamento: pagamento para o visto e pagamento de taxa para foto e digitais, um total de Rp 365.000 rúpias (leve mais dinheiro, a taxa pode mudar de valor). Pague em dinheiro local. Chegue cedo no dia agendado. Eles distribuem senhas e se você chegar por volta das 11h da manhã, vai pegar uma senha que só será atendida às 15h. De qualquer forma  você vai perder uma manhã plantado na Emigração. Tenha paciência em esperar, leve água e um lanchinho porque pode demorar. Com um agente, você não precisa esperar, ele de descola uma senha mesmo que você não chegue cedo.

Taxa paga, foto tirada, digitais escaneadas, algumas perguntas como “o que você vai fazer aqui” (a resposta é “Holidays”, não se explique muito) e “o que você faz no Brasil” (resposta: sou empresário e estou de férias ou sou funcionário do governo e estou de férias, sou caixa de banco e estou de férias). Tudo certo. Eles vão te dar uma nova data e hora para ir buscar seu passaporte. Nesse dia os funcionários te darão uma data para você voltar e coletar seu passaporte.

ESTENDENDO COM UM AGENTE

Muitas pessoas pagam um agente para fazer o processo acima (meu caso atual). O agente cobra cerca de US$ 45 dólares americanos (incluindo o serviço dele e as taxas de Rp 365.00 Rúpias). A diferença em ter um agente é que você não precisa comparecer no primeiro dia nem no último. Ele mesmo preenche o formulário e dá entrada com os documentos assim que você passar a cópia do passaporte e do “paid visa” para ele. Você terá que ir numa segunda data pra tirar foto e escanear as digitais (você não vai entrar em fila, ele te passa na frente), e na terceira ida, seu agente pode pegar o passaporte com a extensão pronta e te entregar no seu hotel/pousada. Maravilha!

Outra vantagem ao contratar o agente é o de ganhar dois dias de praia e não perder tempo para ir até a Emigração. Então avalie o que é mais importante para você: tempo ou dinheiro.

Se optar por um agente, tenho um ótimo para recomendar. É só mandar um e-mail  com o assunto “Agente em Bali” para julianabassetti@gmail.com

Dicas:

  • Imprima e faça as fotocópias antes de chegar na Emigração se você for extender por você mesmo.
  • Não vá à Emigração vestido como se tivesse acabado de sair da praia. Pode ser que eles não deixem você entrar. Não precisa por roupa social, calça, mas é recomendável usar um tênis ou sapato, esconder os dedos do pé. Já vi gente ser barrada por isso e já vi outros entrarem de chinelo sem problemas. Coloque uma bermuda e camiseta, um vestidinho que não seja mini e pronto.

QUERO FICAR MAIS DE 60 DIAS NA INDONÉSIA – SOCIAL VISA 

A forma mais fácil de ficar mais de 60 dias na Indonésia é conseguindo o SOCIAL VISA. Esse visto precisa ser solicitado FORA da Indonésia. Ou seja: se você está na Indonésia, terá que sair do país pra depois voltar. Para conseguir esse visto, você precisa de uma SPONSOR LETTER, uma “carta-convite” assinada por um cidadão indonésio que tenha uma carteira de identidade indonésia e de fotocópia dessa identidade. A carta está escrita em Bahasa Indonesia e diz que a pessoa será responsável por você por esse período. Você pode “comprar” esse carta, esse serviço. Os preços variam entre Rp 250 mil e 400 mil Rúpias por pessoa. Como eu já tinha o modelo em mãos (não foi fácil conseguir), eu mesma imprimi, preenchi e pedi à proprietária da casa que alugamos pra assinar e nos dar uma cópia da carteira de identidade indonésia dela. Saiu de graça. Porém, assim que ela descobriu que teria que ir todos os meses ao Immigration Office comigo, pediu para que eu mudasse de sponsor e tive que pagar 300.000 Rúpias pela mudança. Resumo da história: precisei contratar um agente e foi a melhor coisa que fiz.

Se você tem um amigo indonésio que está disposto a ser o teu Sponsor mas precisa de um modelo de Sponsor Letter, é só me mandar um e-mail  com o assunto “Sponsor letter”: julianabassetti@gmail.com
Se você quiser comprar uma Sponsor Letter de um Indonésio ponta firme que não vai te deixar na mão (a carta já com o Sponsor) mande e-mail com o assunto “Comprar Sponsor Letter” para julianabassetti@gmail.com

OK, TENHO A CARTA-CONVITE NA MÃO E UM SPONSOR. E AGORA?

Com a carta em mãos, a dica é viajar até Cingapura. Você pode ir no primeiro voo da manhã pela Air Asia e voltar no último voo do dia. É um bate-volta cansativo. A maioria dos estrangeiros que vive em Bali faz isso por ser a opção mais rápida e barata. Chegando em Cingapura, você vai entregar a carta-convite e o seu passaporte a um agente (que cobra em média $170 SGD – dólares de Cingapura – pelo serviço dele e incluindo todas as taxas) para realizar o processo em um dia. Ele entrega o passaporte no fim de tarde. Se você fizer esse trâmite por você mesmo, terá que ficar mais de um dia em Cingapura, o que sai mais caro do que pagar o agente e ainda tem que se incomodar na Immigration Office.

Se você precisa de um agente de confiança em Cingapura, escreva um e-mail pra mim julianabassetti@gmail.com com o assunto “Agente Cingapura” que eu te passo o contato do meu.

Para dar entrada na documentação você vai precisar:

–   da carta original assinada;

–  cópia da identidade do seus “sponsor”;

–  2 fotos 3×4 com fundo branco (já me autorizaram fundo azul e fundo vermelho, mas o branco é mais garantido);

–  xerox do passaporte (parte que tem a sua foto e seus dados)

–  pagamento total de SDG 170 dólares de Cingapura ao agente (valor que inclui o serviço dele e as taxas cobradas peça imigração). Esses valores podem variar conforme a época do ano.

OUTRO JEITO MAIS FÁCIL… é contratando o meu outro agente de Bali que faz tudo isso pra você. Seu trabalho será apenas tirar as fotos, viajar a Cingapura e esperar 4 horas na Embaixada da Indonésia para sair com visto prontinho. Se você quiser o contato desse meu agente, mande um e-mail  para julianabassetti@gmail.com com o assunto “Agente”.

Publicado por: @juba7 | agosto 18, 2014

TAXA DE EMBARQUE NO AEROPORTO DE USHUAIA

Ao comprar passagens aéreas, não está inclusa a taxa de embarque no Aeroporto Internacional de Ushuaia Malvinas Argentinas. Antes de embarcar, é preciso ir ao guichê e pagá-las. Aceitam cartão de crédito, mas confesso que não lembro a bandeira porque paguei em dinheiro. Para embarques nacionais (nosso caso, já que íamos para Buenos Aires) pagamos ARS 28 pesos por pessoa. Porém, se seu voo é internacional, o valor é bem mais alto: U$ 20 dólares. Uma desagradável surpresa ao deixar a cidade.

Preços de julho de 2014. Para saber o valor atualizado, consulte http://www.aeropuertoushuaia.com/tasas.php

“Local” é o valor pago para pessoas residentes em Ushuaia

Publicado por: @juba7 | agosto 18, 2014

Onde Beber no Ushuaia – Dublin Pub

Definitivamente a baladinha dos locais de Ushuaia mais disputada pelos turistas jovens e descolados é o Dublin Pub. Ali, parece que todos se encontram. Desde o cara que te vendeu o passeio de barco, passando pelo moça da recepção do hotel, até o carinha que você conheceu na van a caminho da montanha.

Mesas e balcões sempre lotados. Muita gente em pé. O som é bom, toca Manu Chao, bandas de rock clássico e anos 90, Red Hot Chilli Peppers. Pipoca é cortesia da casa, pra dar aquela sede e a gente pedir bastante cerveja. Tomamos uma cerveja feita pelo próprio bar, chamada Dublin. Ela é verde, acho que colorida artificialmente. Nem perguntei. Bebi para esquecer o passeio do Vale dos Lobos.

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Publicado por: @juba7 | agosto 18, 2014

USHUAIA – Canal Beagle e Vale dos Lobos

As agências de viagem no Ushaia oferecem diversos tipos de passeios na cidade. Nós fizemos o passeio de catamarã no Canal Beagle e o Vale dos Lobos.

PASSEIO DE CATAMARÃ PELO CANAL BEAGLE
(ARS 400 pesos por pessoa em julho de 2014)

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O passeio do Canal Beagle foi ok. Achei que fosse ver paisagens tipos aquelas descritas nos livros do Amyr Klink, mas não foi nada disso. Muita água e nada de gelo, mas fui avisada que eu talvez estivesse com muita expectativa. O passeio é um pouco longo, leva umas três horas e a paisagem muda pouco. Por sorte, era lua cheia, o que deu um brilho a mais na viagem.

Sentamos do lado de fora do catamarã e passamos frio. Tentamos entrar e não tinha onde sentar. Eles vendem mais do que a capacidade. Nossa empresa foi a Canoero, mas todas são iguais. Os lanches dentro da embarcação tem preço de aeroporto, recomendo levar água e lanche na mochila.

No caminho, demos uma parada de 20 minutos numa ilhota deserta. É legal para ver a vegetação de perto, as conchas, a areia e água bem transparente e gelada. Tiramos umas fotos e corremos para o catamarã por conta do frio.

O que achei mais interessante foi ver o leões marinhos de perto, apesar do fedor terrível que eles exalam. Vou tentar descrever o cheiro: era como colocar mariscos num saco plástico, colocar o saco no sol por dez horas e depois dar um cheirada bem profunda dentro do saco. Eu tive um pouco de ânsia de vômito, mas talvez eu seja mais sensível (ou fresca mesmo) do que os outros. Passando mal, só eu e uma outra brasileira. Ainda assim, gostei de chegar perto dos bichinhos. Acho que vale fazer o passeio.

PASSEIO DE TRENÓ PUXADO POR CÃES NO VALE DOS LOBOS
(ARS 840 pesos por pessoa em julho de 2014)

Vou direto ao assunto: fuja do passeio do Vale dos Lobos (Valle de Lobos). No começo, parece legal. Um homem simpático te busca no hotel. Depois de uns 25 minutos de van, você acha que está no meio da floresta, desce e entra numa cabana bem legal, onde te oferecem um chocolate quente e te pedem o voucher. A mulher não é a mais simpática, mas o chocolate quente é bom. Dali, você acha que a aventura vai começar.

Nos levaram para dar uma voltinha de menos de 10 minutos na propriedade com raquetes de neve nos pés (a raquete serve para não afundar no gelo, mas nem precisaria porque o local era plano e mal tinha gelo). Não achei nada emocionante, nada de nada. Talvez fosse uma aventura para um criança de cinco anos.

Eu tinha esperança de que o passeio ia ficar legal. Ainda faltava o trenó puxado por huskys siberianos no meio da floresta, mas foi o maior fiasco. Primeiro que os cães eram magros (nada atléticos) e estavam longe de parecer com um husky siberiano. Segundo que os cães não queriam arrancar. Os guias ficavam dizendo “não sei o que está havendo com esses cães hoje”, numa repetição quase que automática, e trocaram um dos animais. Fiquei com dó.

No trenó, vão duas pessoas por vez e o trajeto é bem curto, só uma voltinha de uns 8 minutos. Na nossa vez, os cães pararam duas vezes. Adrenalina zero.

Ao menos teríamos uma janta! Sentamos todos numa mesa e interagimos com uma família muito interessante de Montevideo, uma menina de Buenos Aires e um casal do Rio de Janeiro. Ao menos, a conversa estava boa. A entrada foi empanadas. Quase tive um ataque, já que empanadas era o que a gente mais comia para economizar grana pra janta. O prato principal seria carneiro, um dos pratos típicos da montanha. O meu prato tinha apenas ossos mergulhados num molho. O carneiro do casal carioca também estava como o nosso, o cara nem quis comer. Para beber, uma lata de cerveja, ou um refrigerante ou uma taça de vinho. Uma única taça de vinho Por favor, num lugar onde o vinho é tão barato, é quase como regular um copo de água. Na cotação do dia, esse “passeio + janta” saiu por R$ 396 reais o casal. Vamos combinar que por esse preço comer e beber deveria ser liberado. Confesso que a mulher nada simpática me serviu mais um pouquinho de vinho, mas não considerei uma gentileza. A sobremesa foi um tiramisu que não tinha nem cara nem gosto de tiramisu. A parte branca parecia uma clara em neve batida com açúcar, um horror.

A conversa na mesa fluía. Foi então que nosso bate-papo foi interrompido pela mesma mulher: “agora vamos passar um vídeo”. A TV foi ligada. Um vídeo longo e chato explicava como os cães eram criados e ensinados a puxar trenós por “el gato” dono do vale e sua equipe. Ao final, a entrada triunfal de “El Gato” para falar um pouco mais sobre si e seus cães. Explicou que algumas pessoas comentam que eles são magros e fracos, mas eles são atletas. E que não se parecem com husky siberiano porque são misturados com o husky do Alasca. Porém, no vídeo que nos foi mostrado momentos antes, todos os cães eram lindos, fortes e com cara de husky. Resolvi chamar o passeio de “A janta mais cara do Ushuaia” e entrei na van chateadíssima. Pra nossa sorte, as meninas argentina e uruguaia nos convidaram para tomar uma cerveja no pub mais bacanudo da cidade, o Dublin Pub.

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Dúvida cruel escolher onde se hospedar com tantas pousadas e hotéis charmosinhos no Ushuaia. A primeira coisa é decidir se você vai ficar no centro, na montanha ou mais afastado da cidade. Sempre prefiro ficar longe da muvuca, mas confesso que tomamos a decisão certa ao escolher o centrinho do Ushuaia. Fazíamos tudo a pé, caminhando pela orla. Seja para ir aos restaurantes, museus, cassino, para fazer compras nas trocentas lojas de equipamentos esportivos e de couro ou para a saída de passeios marítimos, nada levava mais do que 15 minutos caminhando. A cidade é bem segura.

Ficamos no hotel Los Naranjos, rua San Martin,1446. Fui com um pé atrás e me surpreendi. Não é um hotel boutique, como eles se intitulam, mas é bem confortável. Nosso quarto era na parte dos fundos do hotel, muito limpinho e boa calefação. Tinha uma nesga de vista para a baía e uma movimentada avenida que nos separava do Canal Beagle. Para quem tem sono leve, pode ser um pouco barulhento nos horários de pico, mas eu chegava morta da montanha e dormia feito um saco de batatas. No banheiro, uma banheirinha bem simples com hidromassagem bem fraquinha, mas isso me salvou na hora das dores musculares pós snowboard.

O atendimento 24 horas é nota dez. A equipe é mega atenciosa, super paciente pra tirar todas as nossas dúvidas.

ONDE TOMAR CAFÉ DA MANHÃ

Eu não incluí o café da manhã na diária do Los Naranjos. Se você quiser pagar separado, custa ARS 80 pesos por pessoa. Nós descobrimos um lugar onde os locais tomam café da manhã e entregamos de bandeja pra você: no posto de combustível da orla, perto de onde saem os passeios de catamarã. Lá tem sanduíches, empanados, medialunas, sucos de garrafinha, tudo bem baratinho. E funciona até meia-noite! Vale dar uma passada por lá para se abastecer no lanche da tarde, antes de fazer um passeio marítimo e até dar uma olhadinha nas manchetes dos jornais do dia. O banheiro também é bem limpo. As empanadas custam ARS 9 pesos e medialunas saem por ARS 6 (preço em julho de 2014). Tem micro-ondas para esquentar bebidas, sanduíches e empanados.

Publicado por: @juba7 | agosto 18, 2014

Onde comer na montanha de CERRO CASTOR

Apenas um dos restaurantes da estação estava aberto quando fomos, o “Restaurante 480”. Paga-se um pouco mais do que cerveja_patagonianos restaurantes da cidade, mas pense que você está no topo de uma montanha e existe o conforto de comer algo quentinho, sem ter que ficar carregando marmita na mochila enquanto esquia ou pratica snowboard. No dia em que levei medialunas pra montanha, elas ficaram congeladas. Vale sentar ali e comer um misto quente (tostada) com queijo derretido e tomar um chá, uma cerveja. Porém, acho importante levar na mochila água e sanduíche frio.

Alguns preços do “Restaurante 480” de Cerro Castor (preços de julho de 2014):

empanada: ARS 20 pesos, café ou chá: ARS 24, salada mista: ARS 70, cerveja Quilmes Bock long neck: ARS 55, tortilha de queijo e presunto que dá pra duas pessoas: ARS 60, cerveja Patagonia 740 ml: ARS 80

Depois de fazer aula

Eu, equilibrada no snowboard, depois de fazer aula

Passei o primeiro dia tentando descer a pista mais fácil de todas, nível verde (classificadas em verde – azul – vermelha – preta – fora de pista). Meu jeito de frear o snowboard era me jogando no chão. Às vezes eu caía antes de chegar lá embaixo. É frustrante ver tanta gente curtindo enquanto você está sofrendo. Crianças de 5 anos descendo ao seu lado com a maior facilidade. Eu me sentia uma pateta e só ficava me imaginando numa praia, me bronzeando e gastando todo dinheiro que paguei no aluguel de equipamentos de neve em drinks na beira do mar. O frio começa a incomodar. Definitivamente, eu não estava me divertindo.

As dores após o primeiro dia são absurdas depois de tantos tombos e esforço físico (leve relaxante muscular na bagagem e anti-inflamatório) Acordei moída e já era hora de pegar a van para a montanha. O dia lindo me animava e a expectativa de fazer um boa descida era grande. Depois de alguns tombos leves, sofri um tombo feio. Caí de cara no gelo. Na hora, achei que tivesse quebrado o nariz. Com o frio, a dor era ainda maior. No fim, só ralei a testa, mas estou com uma cicatriz até agora que carrego como souvenir do Ushuaia.

No terceiro dia, gastei a grana que eu não tinha para fazer uma aula da escolinha de ski/snow. Investi ARS 870 pesos, cerca de U$70 dólares para duas horas de aula particular. Paguei quase chorando, já que nosso dinheiro tava contadinho. Posso dizer que foi a melhor coisa que fiz. O instrutor, Martin Serra, em seu portuñol impecável, foi a coisa mais querida e salvou a minha experiência na montanha. Depois das duas horas, eu já era capaz de frear o snowboard e a descer sem cair. Porém, eu precisaria de mais uma aula, que não fiz. Resultado: caí de bunda no quarto e último dia, machuquei o cóccix e tive que ficar de castigo no restaurante/abrigo, tirando fotos enquanto meu marido descia nas pistas mais avançadas. professor_martin

Se você quiser entrar em contato com o instrutor Martin Serra, o e-mail dele é tinchoserra_700@hotmail.com Lembrando que ele só dá aulas de snowboard, não dá aulas de ski.

Mais informações sobre valores de aulas em Cerro Castor em contacto@cerrocastor.com

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